
Alguns dos investimentos prioritários no Médio Tejo já têm barbas
Comunidade intermunicipal elenca projectos ao nível da ferrovia, eixos rodoviários e aeroportuários que já são reivindicados, nalguns casos, há mais de uma década.
Os 13 municípios do Médio Tejo consensualizaram uma posição sobre os investimentos públicos considerados prioritários para a região no âmbito do Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030, criticando, contudo, o valor mínimo imposto de 75 milhões de euros por projecto. Vários projectos já são reclamados há muito e já estiveram inclusivamente inscritos nos planos do Governo.
Os autarcas do Médio Tejo referem, em comunicado, que, no âmbito das prioridades dos investimentos previstos no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI 3+), aprovados para o período 2014/2020 para a região do Médio Tejo, “foram definidos projectos que “ainda não foram realizados”, exemplificando com a abertura da ponte de Constância/Praia do Ribatejo a pesados (por iniciar), o nó do IP1/A1 com o IC9, na zona de Ourém (por iniciar), e a variante dos Riachos (projecto em curso)”.
No documento, a CIMT pede a inclusão de outros projectos no PNI 2030 que não se encontram incluídos no PETI 3+, como a conclusão do IC3 (ligação da A23 à A13) na zona de Atalaia até Almeirim, e que prevê uma nova travessia sobre o Tejo na zona da Chamusca, o aeródromo de Tancos, com a valorização daquela infraestrutura aeronáutica, a estação central do Entroncamento, com a devida requalificação para a segurança e funcionalidade ferroviária, e a variante à EN118, na zona de Abrantes.
Na lista aprovada como prioritária surge também um programa de supressão dos atravessamentos na linha ferroviária da Beira Baixa, o retomar do desenvolvimento da área logística e empresarial na zona de Alcanena, a conclusão do IC9/ Ligação Alto Alentejo, com uma nova ponte na zona de Abrantes, ou um melhor reaproveitamento da estação de Caxarias (concelho de Ourém).
Constância quer nova ponte ou obras na actual
Entretanto, poucas horas antes da CIMT emitir o seu comunicado sobre os investimentos prioritários, a Câmara de Constância emitiu um comunicado onde referia como prioritária uma nova ponte sobre o Tejo nesse concelho ou o reforço da actual travessia, no âmbito do plano de investimentos públicos que está a ser desenhado para a próxima década. O município liderado por Sérgio Oliveira (PS) deixou claro que não vai abdicar dessa pretensão, mesmo que não obtivesse consenso no seio da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.
A ponte rodo-ferroviária sobre o Tejo que liga Praia do Ribatejo (Vila Nova da Barquinha) a Constância Sul (Constância) tem o trânsito proibido a veículos pesados desde Abril de 2011, por razões de segurança, e a circulação faz-se alternadamente nos dois sentidos, graças a regulação semafórica. A Câmara de Constância tem vindo a reclamar, ao longo de sucessivos mandatos, a construção de uma nova ponte. Posição semelhante tem vindo a ser assumida pela Câmara de Abrantes, que também defende a construção de uma nova ponte sobre o Tejo nesse concelho, na zona de Tramagal, onde se situa a fábrica da Mitsubishi. Curiosamente, os argumentos dos dois concelhos são semelhantes: a urgência da melhoria dos acessos a indústrias importantes situadas a sul do Tejo, como a Mitsubishi (Tramagal) e a Caima (Constância), ao Eco Parque do Relvão (Chamusca) e ao Campo Militar de Santa Margarida (Constância). No caso de Constância, é referida ainda a proximidade dos quartéis militares e base aérea de Tancos. Grande parte do tráfego pesado que se dirigia para esses locais fazia-se pela ponte de Constância até à interdição desta, por motivos de segurança, em 2010. As alternativas mais próximas são as pontes da Chamusca e de Abrantes.

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