
Politécnico de Tomar aposta nos cursos profissionais
Interacção entre o meio académico e empresarial tem vindo a estreitar-se com proveitos para ambas as partes.
A cerimónia oficial de abertura do ano lectivo para os alunos dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (cTeSP) do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) aconteceu no dia 27 de Setembro no campus dessa instituição. Na sessão, com o grande auditório cheio, o presidente do IPT, Eugénio de Almeida, realçou a importância dos cursos profissionais como uma forma de acompanhar um dos maiores desafios da actualidade: a evolução científica, tecnológica e social. E isso, vincou, só se consegue através da aprendizagem.
Nuno Dionísio, responsável da Softinsa, empresa do grupo IBM e entidade empregadora de alunos desses cursos, destacou a importância da interacção entre o meio académico e empresarial, apresentando como exemplo de sucesso a parceria entre o IPT e o Centro de Inovação Estratégica da Softinsa onde cerca de 70% dos 350 colaboradores passaram pelo Politécnico de Tomar.
Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, enfatizou a importância dos cTeSP que surgiram da necessidade urgente do país em formar recursos humanos.
De acordo com a governante, apenas um em cada três jovens, na casa dos vinte anos, frequenta o ensino superior. “Isto não é pouco, é muito pouco”, refere Maria Rollo, acrescentando que os cTeSP estão a dar resposta a esta realidade com uma formação de grande qualidade e adequada aos territórios onde está integrada para “formar alunos à medida das empresas”.
Mais de 30 cursos profissionais
O IPT tem disponíveis mais de 30 cursos profissionais nas seguintes áreas: artes e tecnologias digitais; informática; tecnologias; gestão; arte, comunicação e cultura. Para este ano lectivo foram apresentados como novidades os cursos de artes para Jogos Digitais, Desenvolvimento de Jogos Digitais, Conservação e Talhe de Pedra, Design e Desenvolvimento de Produto, Ilustração, Informática e Realização e Produção Televisiva.
Segundo Eugénio de Almeida, as vagas para os novos cursos foram preenchidas a 50%, enquanto nos cursos já existentes a taxa ronda os 80%. Segundo o presidente do IPT, há ajustes que são feitos todos os anos, com a descontinuidade de alguns cursos e a criação de outros. Neste momento os cursos com maior aceitação e procura, tanto de alunos como de empresas, são os da área das tecnologias.
O que são os cTeSP
Os cTeSP são cursos superiores não conferentes de grau académico, ministrados pelo sistema de ensino superior politécnico e têm a duração de quatro semestres lectivos a que correspondem 120 unidades de crédito. Estão organizados nas componentes de formação geral e científica, técnica e em contexto de trabalho. Esta última vertente (estágio) tem a duração de um semestre e é assegurada através das relações existentes entre o IPT e os parceiros institucionais e empresariais.

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