
Vila Franca de Xira responsabiliza Infraestruturas de Portugal se houver mais mortes em passagem de nível
Autarca diz que o processo para resolução do problema não está a correr bem
O vice-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, António Oliveira, responsabiliza o presidente do conselho de administração da Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, pelas mortes que possam vir a ocorrer na passagem de nível junto ao cais daquela cidade ribatejana. Um local onde, nos últimos 12 anos, morreram 25 pessoas, a última das quais um eleito da assembleia de freguesia da cidade.
O autarca acrescenta que todo o processo para se encontrar uma solução para o problema está num momento “muito complicado” que não se sabe como irá acabar. O município defende que a intervenção na zona deve ser paga pela IP e lamenta que algumas das sugestões que apresentou para minorar os riscos de atravessar aquela passagem de nível tenham sido recusadas pelos técnicos daquela empresa pública.
Num ofício datado de 26 de Julho, em resposta às duas sugestões de intervenção dadas pela IP, o município vilafranquense acabou por escolher a opção A, que implica a construção de um corredor exclusivo para atravessamento pedonal e um percurso separado para os automóveis. Uma ideia que António Oliveira já havia considerado “minimalista” e que em nada resolverá os problemas que ali existem.
“Isto não está a correr bem e não sei como vai acabar. Passividade nossa não há, há dureza e defesa intransigente dos interesses da população, disso não há dúvida. Eu não gosto dos silêncios, prefiro uma boa discussão aos silêncios e isto está a entrar na fase dos silêncios. Não gosto e não pode haver aqui [da IP] um talvez, ou há sim ou não”, critica o autarca.
CDU contra solução apresentada
O autarca falava em resposta ao vereador da CDU, Nuno Libório, que manifestou na última reunião de câmara a sua surpresa, apreensão e preocupação ao ver o ofício enviado por António Oliveira à IP, onde este defende a solução A ao invés de uma opcção mais completa de eliminação da passagem de nível.
“Entre aquilo que envia formalmente para a IP e aquilo que afirma aqui na câmara não acha que há uma elevada contradição? Ficámos muito surpreendidos, apreensivos e preocupados com esta tomada de posição. É responsabilidade e decisão que lhe diz respeito ou vincula a câmara? É que da parte da CDU não nos revemos nesta comunicação. Aquela nem poderia ser considerada uma solução”, lamenta Nuno Libório.

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