Câmara da Chamusca e CASC põem fim a conflito de mais de uma década com acordo de 580 mil euros
Mais de uma década depois de um conflito que dividiu a Câmara da Chamusca e o Centro de Apoio Social da Carregueira há finalmente um acordo à vista. O executivo liderado por Nuno Mira vai pagar cerca de 580 mil euros ao CASC, num entendimento que deverá encerrar a acção judicial e abrir caminho à recuperação financeira da instituição.
Um dos conflitos institucionais mais antigos e desgastantes do concelho da Chamusca está a chegar ao fim. A câmara e o Centro de Apoio Social da Carregueira (CASC) chegaram a um entendimento que prevê o pagamento de cerca de 580 mil euros à instituição e põe termo à acção judicial que opõe as duas partes. Falta apenas assinar o acordo. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara da Chamusca, Nuno Mira, durante a reunião do executivo realizada na quarta-feira, 16 de Setembro. O município vai começar por pagar 245 mil euros ao CASC e liquidar o restante durante três anos, numa verba mensal que deverá rondar os nove mil euros. “Falta assinar o acordo. Vamos pagar 245 mil euros e depois, em três anos, o remanescente”, explicou o autarca.
O entendimento fecha um dossier que atravessou praticamente toda a presidência de Paulo Queimado e que se transformou num dos conflitos mais difíceis entre a autarquia e uma instituição social do concelho. Já em 2016 O MIRANTE noticiava que o CASC reclamava cerca de 725 mil euros à câmara, relacionados com a construção do lar de idosos e com contrapartidas financeiras provenientes das empresas instaladas no Eco Parque do Relvão. A instituição defendia que essas verbas estavam destinadas à construção do equipamento, enquanto Paulo Queimado sustentava que as contas do município estavam liquidadas e que as contrapartidas não pertenciam exclusivamente ao CASC.
As relações foram-se degradando desde o primeiro mandato de Paulo Queimado, iniciado em 2013, e o conflito acabou por seguir para tribunal.
Artigo desenvolvido na próxima edição em papel.


