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Lezíria do Tejo reclama nova região em conjunto com Médio Tejo e Oeste
Pedro Ribeiro

Lezíria do Tejo reclama nova região em conjunto com Médio Tejo e Oeste

Comunidade Intermunicipal sediada em Santarém rejeita novo programa operacional regional sem criação de nova NUT. Se tal não acontecer, prefere a ligação definitiva ao Alentejo e o fim da longa relação com Lisboa.

Edição de 10.07.2019 | Sociedade

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) só aceita um novo Programa Operacional Regional se este for associado à prometida região a formar com as CIM do Médio Tejo e do Oeste, afirmou Pedro Ribeiro (PS), presidente da CIMLT e da Câmara de Almeirim.
Pedro Ribeiro disse à Lusa que, numa reunião realizada há dias, a maioria dos 11 presidentes dos municípios da Lezíria do Tejo estão determinados em exigir que o novo Programa Operacional seja associado à criação de uma nova NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins estatísticos) de nível 2 (a somar às sete já existentes no país), como foi prometido pelo Governo.
“Ou temos um Programa Operacional com uma região associada, como defendeu o primeiro-ministro e o anterior ministro das Infraestruturas Pedro Marques, ou vamos definitivamente para o Alentejo, deixando em definitivo a CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) de Lisboa”, declarou.
As três CIM (Lezíria, Médio Tejo e Oeste) dependem da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo em termos de ordenamento do território, mas integram as CCDR Centro (OesteCIM e CIMT) e Alentejo (CIMLT) para acesso a fundos comunitários, tendo o actual Governo socialista anunciado por diversas vezes que avançaria com a criação da nova região quando fosse negociado o novo quadro comunitário de apoios.
Pedro Ribeiro, lamenta que não tenha sido aproveitado o momento em que poderia ter acontecido de forma ordinária (até Fevereiro último). Perdida essa janela de oportunidade, a criação da região poderá, segundo o autarca, fazer-se de forma extraordinária, sendo apenas necessário que haja vontade política para que aconteça, cabendo ao Governo propor e encontrar argumentos que garantam a sua aprovação por Bruxelas.
“Quando há vontade política as coisas fazem-se. Não havendo, preferimos ficar no Alentejo a ter um Programa Operacional que dura sete anos e depois não se sabe o que acontece”, disse. Para Pedro Ribeiro, acabado o Programa Operacional, a Lezíria “não quer ficar dependente de Lisboa”, onde os problemas são de tal modo diversos dos sentidos nesta sub-região (sobrepopulação, falta de habitação, de escolas, de creches), que não há uma compreensão sobre a realidade deste território.
“A proximidade a Lisboa ninguém nos tira”, disse o autarca, salientando que, pelo menos, o Alentejo “conhece e compreende” pela similitude de realidades (como por exemplo a importância da agricultura e do mundo rural), sendo mais fácil articular estratégias.

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