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Quem diz que Vila Franca de Xira está morta não sabe do que fala
Sessão solene distinguiu figuras da comunidade e trabalhadores da junta de freguesia na celebração dos 35 anos de elevação de Vila Franca de Xira a cidade

Quem diz que Vila Franca de Xira está morta não sabe do que fala

Cerimónia dos 35 anos de elevação a cidade distinguiu figuras da terra. Vila Franca de Xira constrói-se todos os dias e cabe a cada um dar o seu contributo para a tornar melhor, ouviu-se nos tradicionais discursos da sessão solene dos 35 anos de elevação a cidade. Ateneu Artístico Vilafranquense encheu para a cerimónia.

Edição de 10.07.2019 | Sociedade

Trinta e cinco anos depois de ter sido elevada ao estatuto de cidade, Vila Franca de Xira está longe de estar morta e em decadência como dizem os mais cépticos. Mas é preciso que cada um dê o seu contributo, a nivel pessoal e associativo, para a tornar cada vez melhor. As notas foram deixadas na sessão solene evocativa do dia da cidade, onde foram distinguidos trabalhadores da junta de freguesia mas também figuras da comunidade em diversos domínios.
A provar que a cidade está viva esteve o facto do auditório do Ateneu Artístico Vilafranquense, onde se realizou a cerimónia, ter enchido para a sessão, que foi de entrada livre e animada pelo coro juvenil e pela banda filarmónica daquela associação. “O nosso movimento associativo é dos mais vibrantes inspiradores da nossa vida comunitária. A cidade está mais desenvolvida, com novas dinâmicas, mais inclusiva e capaz de preservar a sua identidade”, defendeu Filipe Valente, presidente da assembleia de freguesia.
O autarca lembrou que estão na rua todos os ingredientes para continuar a fazer da cidade uma terra melhor e, por isso, deve ser prioridade de todos olhar pelo bem comum. “A cidade está viva e de boa saúde. O que faz uma cidade não são as coisas, são as pessoas”, notou.
João Santos, presidente da junta de freguesia, lembrou a “ligação fortíssima” ao rio Tejo e pediu medidas mais vincadas com vista à sua preservação. Lembrou a importância da cidade saber receber bem quem a visita, destacou o movimento associativo “riquíssimo” da freguesia e acabou falando da cultura tauromáquica, elemento fulcral da vivência vilafranquense, notando os vários ataques que essa cultura tem sofrido de vários quadrantes da sociedade. “Tenho receio que à medida que as gerações se renovem a nossa cultura desapareça. Não podemos deixar que isso aconteça”, apelou.
O presidente da câmara, Alberto Mesquita, recusou a ideia e garantiu que a cultura taurina nunca acabará na cidade e no concelho. “Podem fazer o que quiserem mas esta nossa cultura nunca acabará. O que se tem passado é uma falta de respeito para com a nossa identidade”, criticou. O autarca reconheceu que a cidade “está virada do avesso” com várias obras mas prometeu tudo fazer para que os seus impactos sejam minimizados. “No fim, trata-se de dar mais qualidade de vida às nossas gentes”, prometeu.

Distinções para todos os gostos

Na cerimónia foi reconhecido o esforço, empenho e dinamismo dos trabalhadores da junta que completaram 10, 15, 20 e 25 anos de serviço. Foram também distinguidos o núcleo de Vila Franca de Xira da Liga dos Combatentes (mérito associativo), o cartoonista Vasco Gargalo (mérito cultural), António Mota Redol e David Silva (mérito cívico) e todos os presidentes de câmara do período pós-25 Abril com o galardão de mérito autárquico. Alberto Mesquita recusou receber a distinção por ainda estar em funções.
Nenhum dos ex-autarcas compareceu na cerimónia: José António Veríssimo por já ter falecido, Daniel Branco por compromissos pessoais e Maria da Luz Rosinha por se encontrar ausente no estrangeiro, tendo-se feito representar.

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